MALA MESMO – Peruano Humala teria ‘comprado’ presidência com US$ 3 milhões da Odebrecht em 2011

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O ex-presidente do Peru, Ollanta Humala, negou nesta sexta-feira (24) ter recebido fundos ilegais da Odebrecht para sua campanha eleitoral nos pleitos presidenciais de 2011, quando foi eleito para o cargo. (A presidente Dona Dilma esteve presente à posse de Olanta Humalla. No entanto, o verdadeiro “O Mala” não estava presente. O bolívar-de-hospício, Chávez, não resistiria em comparecer à festa e não poder discursar por três horas seguidas. Dizem que chegou a considerar a hipótese de mandar o Chapolin Colorado lhe representar, mas desistiu)

Na saída de seu domicílio em Lima, Humala afirmou a veículos de comunicação locais que tanto ele como sua esposa, Nadine Heredia, não reconhecem como certo o que foi declarado pelo ex-diretor da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, que assegurou a procuradores que sua empresa repassou US$ 3 milhões para financiar a campanha de Humala de 2011.

Esses repasses teriam sido realizados a pedido do PT, segundo esse executivo.

O ex-presidente peruano exigiu provas do que foi afirmado por Barata, a quem rotulou de “aspirante a colaborador eficaz”, como se conhece no Peru a figura legal da delação premiada, à qual o empresário recorreu para colaborar com as investigações do caso Odebrecht em troca de reduzir uma futura condenação.

Humala lembrou que o próprio colaborador eficaz precisa apresentar provas do declarado para poder beneficiar-se de uma redução de sua pena.

Humala disse que não lembra se Barata foi a seu apartamento, imóvel onde o ex-diretor de Odebrecht afirmou ter se reunido com ele e sua mulher para entregar-lhes US$ 1 milhão.

“Esse apartamento eu comprei quando estava solteiro nos anos 1990 e serviu de local de campanha tanto em 2006 como em 2011. Ali trabalhava a comissão política, e houve reuniões com empresários e diferentes personalidades”, detalhou Humala.

O ex-mandatário peruano destacou, além disso, que as declarações de Barata também foram negadas pelo publicitário brasileiro Luis Favre, que, segundo o empresário, foi um dos encarregados de entregar o dinheiro da Odebrecht ao Partido Nacionalista Peruano.

A procuradoria peruana investiga Humala e Heredia desde o ano passado por um suposto crime de lavagem de ativos, por supostamente ter administrado um financiamento ilegal de seu partido político durante as campanhas eleitorais para as eleições presidenciais de 2006 e 2011.

A Odebrecht reconheceu à Justiça dos Estados Unidos ter pagado US$ 29 milhões a funcionários peruanos entre 2005 e 2014, período que abrange os mandatos presidenciais de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Humala (2011-2016).

http://g1.globo.com/mundo/noticia/ex-presidente-peruano-humala-nega-ter-recebido-fundos-ilegais-da-odebrecht-para-campanha-de-2011.ghtml

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